logo


Jorge Henrique Barro

 

“Marc Augé (Poitiers, 1935) é um etnólogo francês. Marc Augé é coordenador de pesquisas na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS), que ele presidiu entre 1985 e 1995. Augé criou um importante conceito para a Sociologia, o não-lugar. O não-lugar é diametralmente oposto ao lar, à residência, ao espaço personalizado. É representado pelos espaços públicos de rápida circulação, como aeroportos, rodoviárias, estações de metro, pelos meios de transporte, pelas grandes cadeias de hotéis e supermercados”*

É comum ouvir que se alguém deseja matar a missão, construa templos. De fato, temos alguns exemplos no Brasil de igrejas que abriram mão dos seus templos tradicionais e se estabeleceram em outros lugares dando uma “cara” mais de peregrina (tendas, hotéis, escolas). É a igreja que define a missão ou a missão que define a igreja? Os templos hoje, em sua vasta maioria, estão a serviço da missão ou a missão está a serviço dos templos? A ênfase maior hoje é centrípeta (de fora para dentro) ou centrífuga (de dentro para fora)? Espera-se que a igreja vá até as pessoas ou que as pessoas venham para a igreja? As respostas para essas perguntas passam pelo entendimento do papel/função do templo.

Usando a linguagem de Marc Augé, lugar está relacionado com três dimensões: são identitários, históricos e relacionais. Diferentemente dos não-lugares, são caminhos e não estradas. Os lugares implicam em ambientes de pertencimento enquanto que os não-lugares são espaços de acesso, de movimento, trânsito, passagem, como os aeroportos, bancos, shoppings e supermercados. Nestes, a pessoa é cliente-consumista-passageiro-ouvinte, numa relação individual. Marc Augé fala do lugar antropológico simbólico marcado pela identidade (sua pessoalidade), a relação (seu grupo social) e a história comum (seu destino). Assim, o não-lugar caracteriza-se pela ausência desses símbolos. Negar o lugar é negar esses símbolos.

Pensando nos dias atuais e nos templos urbanos, como poderíamos caracterizar esse espaço? Ao longo dos séculos, a igreja de Cristo sempre foi caracterizada por sua ênfase pessoal, comunitária e missionária. Ou seja, sua identidade está voltada para a pessoa, sua relação ao próximo e sua história pelo compromisso com a missão no mundo. Nos dias atuais muitos pastores e líderes estão enfatizando uma relação não mais de membro, mas cliente; não mais de serviço, mas de consumo; não mais não mais de missão, mas de prosperidade; não mais de corpo de Cristo, mas de indivíduos sedentos de bênção. Essas inversões simbólicas podem acelerar o processo para transformar a igreja de lugar para não-lugar! A igreja não-lugar deixa de ser um caminho para se transformar em uma autopista de indivíduos que querem saem de um ponto-para-o-outro. Corre o risco de se tornar num espaço de passagem, impessoal, individual, marketera, vendedora de bens e consumos espirituais. Que diferença faz para uma pessoa entrar em uma igreja e entrar supermercado, se ambos são clientes?

É notório que os templos estão se modernizando, remodelando, outros com novas fachadas, enquanto que outros já são construídos com novas caras e alta tecnologia. Quanto mais luxuosos e requintados eles se transformam, tanto mais proibições e regras aparecerão quanto o seu uso. Alguns pensam mais no templo para se fazer casamentos, grandes celebrações e pouco se pensa nos pobres, destituídos e miseráveis. Quão fácil é deturparmos os propósitos de Deus para nossos templos: “A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos. Mas vocês fizeram dela um covil de ladrões” (Mc 11:17). De casa de oração para casa de malandros – que tragédia! E como tem ladrões e mercadores eclesiásticos hoje em dia. Qual a finalidade de um templo, bem no meio da cidade, existir? A missão força o templo abrir suas portas. A omissão força fechá-las. Jesus o tempo todo tentou mostrou aos seus discípulos as pessoas e suas necessidades, mas, certa vez, quando ele tinha “saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar o templo” (Mt 24:1). Aquilo que os fazia ficar admirados, em breve “não ficaria pedra sobre pedra” (Mt 24:2). “Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei” (Jo 2:19). Um novo templo estava emergindo na cidade: o “santuário do seu próprio corpo” (Jo 2:21). A missão saiu de uma geografia estática para vidas dinâmicas. Será que como os Coríntios, nos esquecemos ou ainda não nos conscientizamos que somos “santuário [templo] de Deus e que o Espírito de Deus habita em nós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; pois o santuário de Deus, que somos nós, é sagrado” (1 Co 3:16-17). Por isso quando o Espírito Santo desce ele enche de poder esse novo santuário sagrado – nós! O templo se fez povo! Esse é templo que o mundo urbano precisa ver e admirar – as pedras vivas (1 Pd 2:5). E é melhor nos acostumarmos porque no city tour que João fez a Nova Jerusalém, ela relata: “Não vi templo algum na cidade, pois o Senhor Deus todo-poderoso e o Cordeiro são o seu templo” (Ap 21:22). Se somos um santuário sagrado bem no meio da cidade e para a cidade, certamente seremos sempre ambiente para que a graça e o amor de Deus possam ser manifestados.

templo
* http://pt.wikipedia.org/wiki/Marc_Aug%C3%A9

El pasado miércoles 14 de enero de 2015 partió con el Señor nuestro querido hermano Dr. Emilio Antonio Núñez. En vida fue fundador del Seminario Teológico Centroamericano, maestro de distintas generaciones y su primer rector magnífico. Fue una noticia triste y dolorosa para todos aquellos que lo conocimos y amamos. Es una pérdida sensible para el pueblo de Dios en América Latina de quien supo ganarse su respeto, su reconocimiento y admiración por la calidad de su persona como fiel discípulo de Jesucristo, por su compromiso con la palabra, el quehacer teológico, pastoral, misiológico, y por su amistad en el caminar de la vida y el ministerio. Agradezco a nuestro amigo y colega Marcelo Vargas Secretario General de la Fraternidad Teológica Latinoamericana (FTL), por darme el privilegio de escribir este testimonio homenaje para honrar al Dr. Núñez quien fue uno de sus fundadores y miembro del Comité Ejecutivo. Escribo estas líneas como uno entre muchos de sus discípulos quienes fuimos formados en distintas etapas de la vida. Conocí al Dr. Núñez en 1974 en el Seminario Teológico Centroamericano. En esa ocasión tuve una conversación con él que fue clave para confirmar el llamado para estudiar teología. A partir de esa ocasión comenzó una relación fraternal maestro-alumno que luego se tornó en una relación de maestro-discípulo. El siguiente artículo subraya especialmente su persona como maestro, teólogo, misionólogo y el amigo pastor. Otros colegas han escrito trabajos que profundizan el aporte teológico desde distintos enfoques. Su ejemplo y legado serán de inspiración para las generaciones presentes y futuras de América Latina. No dudamos que habría mucho que escribir sobre su rol de esposo fiel, padre amoroso y excepcional abuelo, pero serán otros que tendrán mucho que compartir al respecto.

El maestro: Algo que caracterizó su perfil de maestro fue su compañerismo abierto hacia los estudiantes. Fuimos sujetos no objetos de su quehacer pedagógico. La clase fue un espacio no sólo para aprender, sino para entablar diálogos abiertos sobre las materias compartidas. Su seria formación académica no fue una barrera para conversar con los novicios de la clase que apenas balbuceaban los temas teológicos del momento. Por otro lado, fuimos sorprendidos al notar que su compromiso con las raíces teológicas de su denominación no lo ataron para no abrir su mente para escuchar a otros teólogos o corrientes teológicas. Más bien, se mantuvo dispuesto para aprender nuevos enfoques que enriquecieron su visión de la misión y su acervo teológico. Su apertura al mundo evangélico y otras corrientes de pensamiento teológico, fueron una ventana que nos ayudó a pensar más allá de las paredes denominacionales. De igual modo, como maestro nos mostró e inculcó un profundo respeto por la autoridad de las Escrituras, y nos motivó a estudiarla con respeto y seriedad. En ese caminar como un maestro proactivo nos ayudó a generar un pensamiento teológico propio sustentado en las Escrituras para responder a los desafíos de la misión. De esa manera algunos comenzamos a conectar la palabra con los problemas de la realidad latinoamericana. Del intercambio teológico en sus clases surgió la idea de impulsar la reflexión teológica entre los mismos estudiantes a través de la directiva estudiantil. Temas como la justicia, la pobreza o la reconciliación fueron un desafío para la formación de esa generación de seminaristas. De las reflexiones de las clases y del compartir personal con el Dr. Núñez surgió el título de mi tesis sobre “La responsabilidad social de la iglesia en el Nuevo Testamento”. Luego vendría una serie de trabajos y estudios teológicos que asumí en épocas distintas como resultado del estímulo que recibí de su persona. Como todo buen maestro siempre creyó en sus alumnos, y los animó a pensar de manera crítica su fe y de manera propositiva la misión de la iglesia.

Por otro lado, el rigor académico del Dr. Núñez en la enseñanza de la palabra de Dios y el quehacer teológico, le valió para ser invitado para impartir clases y conferencias como profesor visitante en seminarios, congresos y entidades cristianas dentro y fuera de América Latina. Su celo por el estudio serio de la palabra y difusión del evangelio fueron más allá de las aulas del seminario. Su interés por la difusión y comprensión de las Escrituras fue razón fundamental para contribuir con el Comité de Traducción Bíblica que produjo la Nueva Versión Internacional de la Biblia. En su caminar de la docencia y la investigación teológica, dictó distintas ponencias que luego se tradujeron en libros sobre temas de suma importancia para la comprensión del cristianismo, la iglesia y la misión desde América Latina. Escribió una serie de ponencias en revistas teológicas como El Boletín Teológico de la Fraternidad teológica, la Revista Misión, la revista Kairos del SETECA, la serie Reflexiones de la Facultad de Teología de la Universidad Mariano Gálvez. Sus ideales, esperanzas y desesperanzas fueron plasmadas en libros como Crisis and Hope in Latin America (Crisis y esperanza en América Latina) que escribió junto con William Taylor profesor colega del Seminario Teológico Centroamericano.

El teólogo: Su interés por el quehacer teológico fue una pasión y constante en su vida. Siempre estaba a la expectativa de la realidad para responder a los desafíos de la misión. Su trabajo de reflexión teológica lo hizo desde el texto bíblico. Su respeto y sometimiento a las Escrituras fueron una demanda irrenunciable para él como para sus estudiantes y colegas. Por supuesto, no fue una lectura ni literal ni acomodada a los lentes de su denominación sin dejar de ser fiel a sus principios doctrinarios. De hecho, para algunos colegas de su Misión su discurso teológico sonaba liberal y en contextos liberales sonaba conservador. No fue una neutralidad axiológica, sino un compromiso definido con la vida y ética del Reino de Dios. Por otro lado, hizo su quehacer teológico en diálogo con el contexto latinoamericano. Fue diligente para hacer que la Biblia respondiera a la realidad sin comprometerla. En ese caminar teológico se atrevió a pensar fuera de los esquemas teológicos establecidos en el mundo evangélico conservador. Sus artículos “El Cristo de Hispanoamérica”, “El reino de Dios y América Latina”, “La herencia protestante”, “Conciencia e identidad evangélica y la renovación católica”, muestran desde muy temprano sus virtudes de teólogo. Luego de sus estudios de posgrado en España escribió los libros Caminos de Renovación (1975) y Constantes en la Esperanza (1976).

Su apertura al mundo evangélico le abrió puertas para conocer a teólogos como René Padilla, Samuel Escobar, Ismael Amaya, Orlando Costas, Pedro Arana y otros más. Junto a estos estimados colegas fundó la Fraternidad Teológica Latinoamericana en 1970. Su presencia y trabajos en el surgimiento y desarrollo de la Fraternidad fueron un aporte importante en el despertar de una teología integral que respondió de manera fiel a las Escrituras y al contexto de América Latina. A la vez que aportó a favor de su causa, reconoció la influencia y aporte que recibió de sus colegas de la FTL. Amplió su visión de la iglesia evangélica, la realidad del continente y le abrió nuevos horizontes teológicos. Hizo suyos la misión y objetivos de la FTL, participando en distintos encuentros y foros organizados por la Fraternidad, escribiendo y motivando a otros a reflexionar con seriedad y pertinencia acerca de la iglesia y su misión desde América Latina. En los 80 junto con mis colegas David Suazo y Guillermo Méndez estimulados por el Dr. Núñez fundamos el núcleo local de la FTL en Guatemala el cual coordiné por varios años. Un detalle muy especial para mí fue el haberme motivado a participar del Encuentro de teólogos del tercer mundo en México a finales de los 80. Sobre todo, porque era un total amanuense respecto al quehacer teológico. Su contagio por la teología nos motivó a muchos a involucrarnos en el quehacer teológico a pesar de nuestras carencias. Años después tuve el privilegio de servir como secretario regional de la FTL en Centroamérica y luego como presidente de la Directiva Continental la cual tuvo el privilegio de organizar el IV Congreso de Evangelización en Quito Ecuador en el 2000.

Entre la tarea docente, pastoral y teológica, ocupó la rectoría del Seminario Teológico Centroamericano. Su presencia y labor docente estimuló una educación teológica que estuviese abierta a las nuevas ideas a fin de hacer relevante el quehacer teológico. Fue una ardua y loable tarea porque tuvo que hacer teología dentro del contexto de la guerra fría la cual llevó a muchos cristianos a polarizaciones ideológicas. Desarrolló en este contexto una teología a partir de la realidad sin comprometer la palabra con ningún sistema ideológico político. Fue fiel a la autoridad y normatividad de las Escrituras, y su reflexión teológica y análisis de la pobreza surgió del contexto de su trasfondo familiar. No partió sólo de la cátedra, sino de la vivencia de esa realidad. Parafraseando a Mackay podemos afirmar que su quehacer teológico fue gestado en el camino. Su pensamiento y teología surgieron a partir de la comunidad eclesial, del diálogo con la realidad histórica y de su compromiso con la misión de la iglesia. Nació de una reflexión seria y crítica de las Escrituras y de su fe, de las necesidades del pueblo de Dios y de los desafíos de la época. Núñez hizo y forjó su reflexión teológica desde el camino. No fue producto de la erudición libresca del teólogo de balcón. De ahí que subrayó que “la educación teológica no es simplemente un ejercicio académico para acrecentar el caudal de conocimientos y producir una teología abstracta, desligada del quehacer misionero de la iglesia”. Para Núñez esa educación tenía que responder a la realidad. Su libro Teología de la liberación (1986) es un claro ejemplo de este esfuerzo. Analizó e interpretó esta corriente teológica y sus desafíos, y, a la vez, reconoció los aportes de este esfuerzo teológico, trazó pautas para desarrollar una teología autóctona, y motivó a muchos a plantear una teología evangélica a partir de las Escrituras y del contexto, a fin de enfrentar los retos de la misión de la iglesia en la convulsionada América Latina de ese entonces. De igual modo, enfrentó desafíos que afectaban el interior del mundo evangélico. En el contexto del surgimiento de nuevas corrientes teológicas dentro del círculo neopentecostal, escribió el libro El movimiento apostólico contemporáneo (2004). En este libro aborda desde una perspectiva histórica y bíblica su significado y las implicaciones que se desprenden de este fenómeno religioso.

El misionólogo. Su quehacer teológico no se quedó atrapado en la teología sistemática o en la reflexión teológica de la cátedra. Más bien su conocimiento de Dios y sus planes de redención, apasionaron su vida para pensar en el ser y quehacer de la iglesia y su misión en el mundo. Su anhelo por integrar la teología con la vida le llevó a plantear distintos acercamientos que confluyeron en una perspectiva integral de la misión de la iglesia. De esa manera expuso sus ideas en foros de carácter nacional e internacional. Por ejemplo, sus conferencias “Hacia una teología Evangélica” (Encuentro de Teólogos del Tercer Mundo, Seul Corea, 1982), o “Bases bíblicas y teológicas de la misión”. (2ª Conferencia Misionera Seminario Teológico Centroamericano, Guatemala), dejan ver su interés por una teología en consonancia con los desafíos de la misión. Sobre todo, esa reflexión misionológica abrió brecha en un contexto evangélico cuyo enfoque era esencialmente el “salvar almas” o el subrayar la “dimensión espiritual del evangelio”. Esa dicotomía dualista del evangelio o la persona humana de las iglesias de la época, no fueron impedimento para pensar en la integralidad de la persona y la misión de la iglesia. En ese devenir no sólo planteó la necesidad de impulsar la misión integral de la iglesia, sino replantear lo que significaba ser iglesia. Sobre todo ante un sobre énfasis en el crecimiento numérico que descuidó la naturaleza del ser iglesia. Es una situación con la cual seguimos luchando en la actualidad. Especialmente ante aquellos líderes que ven a la iglesia desde un enfoque empresarial. Núñez en su trabajo “Qué iglesia queremos que crezca” planteó la necesidad de promover el crecimiento integral de una iglesia saludable y en misión: una eclesiología que responde a la naturaleza de ser iglesia como comunidad del reino según el Nuevo Testamento. Desarrolló una eclesiología que no la dejó atrapada en las cuatro paredes del templo, sino la sacó para hacer misión en el mundo. Su pasión por la proclamación del evangelio lo llevó también a reflexionar sobre el desafío misionero transcultural de la iglesia. En sus distintas reflexiones sobre la misión mundial afirmó la necesidad de llevar el evangelio a otros contextos, y subrayó que esa misionología debería ir más allá de los modelos tradicionales de hacer misión desde el norte. Aportó estas ideas en foros como la Alianza Evangélica Mundial (WEF), La Cooperación Misionera Iberoamericana (COMIBAM), el Movimiento de Lausana, la Confraternidad Evangélica Latinoamericana (CONELA) y otros más.

Por otro lado, su conciencia y compromiso misionológico integral le llevó a cooperar con varias entidades cristianas de desarrollo dentro y fuera de Guatemala. Entre estas entidades estaba Visión Mundial de Guatemala de la cual fue miembro del Consejo Consultivo y Asamblea General. A partir de 1985 tuve el privilegio de ser invitado a formar parte de ese consejo, y de cooperar junto a Núñez a favor de la niñez por varios años. En ese interactuar con miembros del Consejo conocí al Dr. Mamfred Grellert quien era el vicepresidente de Visión Mundial Internacional para América Latina y el Caribe. Conociendo del trabajo teológico del Dr. Núñez y de mi cercanía a su persona, me animó a rastrear sus manuscritos relacionados con la teología y el contexto latinoamericano, a fin de editarlos en un libro con el apoyo de Visión Mundial. Así que luego conversar con el Dr. Núñez, con la amabilidad del caso autorizó hurgar entre sus archivos trabajos no editados y otros más para publicarnos de nuevo. De esta iniciativa surgió el libro Teología y Misión: Perspectiva desde América Latina (1996), el cual tuve el privilegio de ser el editor. En su caminar de la misión y la teología, Núñez procuró desarrollar una educación y teología bíblica, práctica, comunitaria, misionera y contextual. En este libro registra algunos lineamientos para impulsar un quehacer teológico bíblico, integral y contextual: 1) Toda teología debe sustentarse en las Escrituras y someterse a su juicio final. 2) La educación y la teología deben ejercitarse en la faena diaria de la vida y producir vida. El ser y quehacer teológico no deben quedarse en elucubraciones y verdades abstractas, ajenos a la realidad. 3) No debe existir un divorcio entre la teología y la acción pastoral, entre la reflexión y la acción. 4) La teología bíblica tiene que ser misionera. Toda reflexión sobre el evangelio debe ser acompañada de un impulso misionero. 5) Ninguna teología se hace ni se comunica en un vacío cultural y social. Texto y contexto cultural deben ir juntos para entender y aplicar la Palabra. Con estas premisas escribió temas relacionados con la educación teológica, y animó a los estudiantes y colegas a pensar en una teología a partir de la realidad en América Latina.

El amigo y pastor. El Dr. Núñez no sólo reflexionó sobre la iglesia sino encarnó la vida de la iglesia asumiendo distintos ministerios para servirla. Vivió la experiencia de fundar varias entidades cristianas como el Colegio Francisco G. Penzotti. De igual modo, se atrevió a fundar una iglesia local, caminar a la par del liderazgo y aprender de ellos. Junto a otros colegas y nuestras esposas fuimos cofundadores con Núñez de una iglesia local en la ciudad de Guatemala en 1986. Para Núñez no era posible hablar de la iglesia a menos que se esté inmerso en ella y se luche a brazo partido con el pueblo de Dios. Se hace teología de la iglesia desde adentro. El teólogo fue también un amigo y hermano apreciado por muchos. Brindó con humildad su amistad a sus estudiantes, colegas pastores, líderes denominaciones y colegas de la misión. Sus títulos y triunfos alcanzados no fueron una excusa para mirar al hermano por debajo del hombro. Esa actitud fue parte fundamental en su vida en la cual no ocultó sus carencias, sus limitaciones pastorales o sus decepciones ante situaciones que afectaban la vida de la iglesia. Su vida de sencillez y su amistad nos contagió y bendijo a muchos. Como lo hizo con tantos estudiantes, nos brindó a mi esposa Lily y a nuestros hijos su amistad, apoyo y mentoría. Predicó en nuestra boda, dedicó al Señor a nuestros hijos Emily, Israel Jr. y Alex, nos abrió su casa y su biblioteca, nos compartió sus conocimientos y nos acompañó en decisiones claves del ministerio. En el 2009 tuvimos el privilegio de escuchar de sus labios la conferencia inaugural “Bases bíblicas de la misión integral” en la 1ª Consulta que el Señor nos permitió realizar con la Fundación Centro Esdras la cual fundamos junto a mi esposa Lily Escobar y otros estimados colegas en la ciudad de Guatemala. Su vida fue una vida productiva para el Reino de Dios hasta el final de sus días. En el servicio de celebración por sus 90 años de vida en el Seminario Teológico Centroamericano se presentó su último libro, Vida y obra de Emilio Antonio Núñez (2013). Así que al celebrar la vida y recordar sus buenas obras, exaltamos y bendecimos al Señor Jesucristo por habernos regalado en el Dr. Núñez un querido amigo, un hermano, un maestro, un teólogo, un misionólogo y un pastor de corazón. Como acostumbraba hacer, rendimos la gloria y la honra al Señor por su vida y ministerio. Con el apóstol Pablo afirmamos: “Porque de él, y por él, y para él, son todas las cosas. A él sea la gloria por los siglos. Amén” (Ro.11:36).

Guatemala enero 21 del 2015

Dr. Israel Ortiz

Director y fundador

Logo centro Esdras

Israel Ortiz

*Ejercicio lírico escrito por Emilio Antonio Núñez para la apertura del CLADE II, llevado a cabo en Lima.

 

Pero ¿cuál Cristo? Definitivamente no se trata aquí del Cristo de los dogmas, de hechura puramente humana, ni del Cristo de la imaginería antigua y moderna, ni del Cristo del folklore latinoamericano, ni del Cristo superstar de las sociedades opulentas del noratlántico, ni del Cristo de los poderosos económico-sociales en nuestro continente, ni del Cristo de los ideólogos de última hora; sino de aquél que es revelado en las Escrituras; el Cristo redescubierto por muchas almas piadosas en los días más oscuros del Medioevo y en los mejores tiempos de la reforma protestante; el Cristo que nos ha encontrado y hemos encontrado por la gracia de Dios miles y millones de latinoamericanos.

¡Cristo Dios! Él es el logos eterno, miembro del concilio trinitario, asociado eternamente con el Padre y con el Espíritu; creador y sustentador de los cielos y la tierra; Señor de la vida y de la historia; Rey, ahora y siempre; Admirable Consejero, Dios fuerte, Padre eterno, Príncipe de paz, cuyas salidas son desde los días de la eternidad; Alfa y Omega, principio y fin, el que es y que era y que ha de venir, el Todopoderoso Señor.

¡Cristo histórico! ¡Manifestado en el tiempo y en el espacio, en la fecha precisa del calendario de Dios, en el devenir de la historia humana, en el contexto de una geografía, de un pueblo, de una cultura, de una sociedad!

¡Cristo humano! Engendrado por el Espíritu, concebido por la virgen María, participante de carne y sangre, «hecho carne», identificado plenamente con la humanidad. Cristo hombre total y hombre para todos los demás, que vive entre los hombres «lleno de gracia y verdad» (Jn. 1.14).

!Cristo pobre! Nacido en un establo, avecindado en una aldea, conocido como «el carpintero», hijo de un carpintero. ¡Cristo proletario, el de las manos encallecidas en el rudo trabajo, el de la frente sudorosa en la diaria labor! Nació, vivió y murió en profunda pobreza, como los pobres de su pueblo. Sin embargo no utilizó el resentimiento social de sus contemporáneos para ahondar el abismo entre hombre y hombre, entre clase y clase o entre pueblo y pueblo. No pidió a los suyos que levantasen la bandera del odio y la venganza. Antes bien, habló del perdón y la fraternidad. Pero se entregó a sí mismo en sacrificio cruento para deshacer en su cruz las enemistades y derribar el muro que separaba a un ser humano de otro ser humano. Además, su presencia es inevitablemente un signo de contradicción para los que oprimen al pueblo y viven de espaldas a la miseria humana.

¡Cristo profeta! Heraldo de Dios el Padre, intérprete de la Deidad, revelador de la voluntad divina para su pueblo y para toda la humanidad. Su verbo encendido en fuego del cielo es consolación y esperanza para los de corazón humilde, y advertencia de juicio ineludible para los hacedores de iniquidad.

¡Cristo Cordero de Dios! El que quita el pecado del mundo; el de la entrega total en el Calvario para nuestra redención; el de la sangre preciosa que nos limpia de toda maldad.

¡Cristo viviente! Destruye por medio de la muerte al que tenía el imperio de la muerte y triunfa sobre el sepulcro en el día glorioso de su resurrección.

¡Cristo sacerdote! El que está sentado a la diestra de la Majestad en las alturas y «puede también salvar perpetuamente a los que por él se acercan a Dios, viviendo siempre para interceder por ellos» (He 7.25)

¡Cristo Rey venidero! Glorificador de su Iglesia, Juez de vivos y muertos
«en su manifestación y en su reino» (2 Tim 4.1). Mesías anhelado para bendición de todos los pueblos, Rey de reyes y Señor de señores. Cristo el de la renovación total. 1

 

 

Emilio A. Nuñez

 

 

1 El Compendio del Congreso está en CLADE II, América Latina y la evangelización en los años 80, FTL, México, 1979.

Durante nuestra reunión ordinaria del 3 de diciembre del 2014, el núcleo de la FTL Los Angeles reflexionó sobre la acción ejecutiva del Presidente Obama (20 de noviembre) en que prometió dar alivio a más o menos 48% de los indocumentados en el país al momento. Vimos la necesidad de responder en a lo menos cinco áreas.

Pastoral

Los/as pastores/as latinos/as estamos muy dispuestos/as a responder a situaciones y necesidades inmediatas. Si se presenta alguien a la iglesia con algo que se puede resolver al momento, tomamos acción. Nuestro reto es responder pastoralmente a las situaciones más complejas. La orden ejecutiva nos plantea la necesidad de una pastoral dispuesta a tratar ese tipo de situaciones. Habrán casos claros y para esos necesitamos capacidar a nuestra gente para completar la documentación indicada. Pero también habrán casos no tan claros y muchas personas que no van a calificar. Nuestra acción pastoral quedará demostrada en la medida que podamos responder a estas situaciones donde la respuesta no será ni inmediata, ni obvia, y que nos obligará a planificar para una acción más detallada.

Profética

Es claro que la orden libera a algunos y le complica la vida a los que no califican. Tenemos que dar testimonio público contra la injusticia de favorecer a ciertas personas, mientras se le niega la posibilidad a otras. Nuestra tarea no quedará completa hasta que se tome en cuenta a todos los indocumentados y se desarrolle una manera justa y factible para que trabajadores futuros puedan entrar legalmente al país.

Reflexión

Reconocemos que necesitamos más estudio sobre el tema de la migración. La mayoría de nosotros no conoce el impacto de leyes cambiantes en EEUU. Tampoco conocemos la situación de trabajadores migrantes alrededor del mundo. Para ser buenos agentes pastorales necesitamos estudiar, entender y luego responder.

Alianzas

Los presentes reconocimos que nos cuesta trabajar a lado de otros grupos que comparten la visión de una reforma migratoria, pero que defienden perspectivas no-bíblicas en otras áreas. Confesamos que necesitamos ser sabios para hacer alianzas estratégicas con personas y organizaciones que también desean una reforma, aun cuando no compartamos sus otros puntos de vista. Sabemos que esto será difícil en algunas situaciones, y que seremos criticados por algunos de nuestros hermanos. Pero reconocemos que la persona que decide ministrar en el mundo se “va a ensuciar” para poder servir eficazmente.

Capacitación                                                                                                                                    

Necesitamos capacitar nuestros líderes y nuestro pueblo para que llene bien la papelería, pero también que sepa ayudar a otros y asegurarse que sean pocos los estafados. También nos tenemos que capacitar nosotros mismos y buscar a expertos que nos ayuden a entender y responder adecuadamente.

Queremos:

Servir a los indocumentados, caminar con los que no califican, estudiar para entender, trabajar a lado que los buscan metas similares y a preparar a nuestro pueblo para que pueda recibir los beneficios de la propuesta del Presidente Obama.

 

Notas y reflexiones de:

Juan Francisco Martínez Guerra, coordinador

Núcleo Los Angeles

Fraternidad Teológica Latinoamericana

3 de diciembre del 2014

 

Border Agents Struggle To Keep Immigrants From Illegally Crossing AZ Border

Los cuarenta años del movimiento de Lausana

Samuel Escobar

Llevo unos sesenta de mis ochenta años conectado de alguna u otra forma con el movimiento evangélico a nivel mundial. En estas décadas al comienzo me tocó trabajar formando parte de la obra evangélica en el mundo universitario en toda América Latina. Ello me conectó con organizaciones misioneras, casas editoriales, organismos de cooperación y miles de personas. En los tres años en que dirigí los GBU de Canadá llegué también a conocer de cerca y por dentro el mundo de las organizaciones misioneras norteamericanas. Luego por veinte años estuve activo en la educación teológica en un Seminario que se precia de ser evangélico. Puedo decir con realismo y sin amargura que en cierto modo estoy al tanto de las grandezas y miserias de ese mundo evangélico. Y dentro de él me quiero quedar aunque conozco y respeto también otros ámbitos que forman parte del Cristianismo.

El movimiento de Lausana es una corriente singular dentro del mundo evangélico contemporáneo. Dentro de unos días se cumplen cuarenta años del Congreso Internacional de Evangelización Mundial que se llevó a cabo en la ciudad suiza de Lausana del 16 al 25 de julio de 1974. En el proceso de preparación del Congreso y durante el evento se forjó el famoso Pacto de Lausana y nació el movimiento del mismo nombre. En 2010 tuve el privilegio de participar con una treintena de evangélicos españoles en la conferencia Lausana III en Ciudad del Cabo, Sudáfrica y comprobar cómo lo que empezó en 1974 había crecido y se mantenía vigoroso. Hoy tenemos un Movimiento de Lausana en España.

He escrito varios trabajos sobre este tema en Protestante Digital y me gustaría evitar repeticiones innecesarias. Me he propuesto reflexionar sobre algunos puntos que me parece que explican que el movimiento de Lausana haya perdurado por cuatro décadas en este mundo evangélico, en el cual tantos movimientos con agendas y expectativas globales empiezan y al poco tiempo desaparecen sin pena ni gloria.

Un poco de historia

Después de la Segunda Guerra Mundial que terminó en 1945 se intensificó un ciclo de actividad intensa de evangelización y acción misionera desde lo que podemos describir como el sector evangélico del protestantismo mundial. Cincuenta años antes, en 1910 las grandes denominaciones protestantes habían convocado la famosa Conferencia Misionera de Edimburgo cuya intención era acelerar la evangelización mundial. “La evangelización del mundo en nuestra generación” fue el lema de algunos de sus organizadores más entusiastas. Pero apenas cuatro años más tarde se desató la Primera Guerra Mundial (1914-1918) en la cual nos encontramos capellanes protestantes y católicos europeos bendiciendo a las tropas en ambos bandos. Las iglesias establecidas y poderosas no habían podido hacer nada para evitar la carnicería brutal que fue esa guerra. Tampoco pudieron evitar la Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Las guerras trajeron una crisis de conciencia en el mundo cristiano que, unida a la difusión de una teología liberal, iba a producir entre los protestantes europeos y estadounidenses un desgaste del interés por la evangelización mundial. Si bien hubo un esfuerzo por unir a las iglesias en el servicio a las tremendas necesidades de la posguerra, el esfuerzo unificador fue perdiendo de vista la motivación misionera y la dimensión evangelizadora quedó postergada.

Fue en el sector evangélico, más apegado a la autoridad de la Biblia y al celo misionero, que se mantuvo el sentido de urgencia respecto a la responsabilidad evangelizadora de la iglesia. Después de la segunda guerra mundial los Estados Unidos pasaron a ser protagonistas destacados en la política mundial y también en la actividad misionera. Por una parte surgió la figura del evangelista Billy Graham, cuyas campañas atrajeron a miles de personas que habían perdido contacto con las iglesias y habían abandonado la fe cristiana. Por otra parte aparecieron nuevas organizaciones dedicadas a la actividad misionera en el mundo. Veinte años después, a mediados de la década de 1960, se organizaron congresos y conferencias para evaluar las realizaciones y promover nuevos avances. Es dentro de ese contexto que se puede entender que Billy Graham convocara a un Congreso Mundial de Evangelización en Berlín en 1966, un antecedente del congreso de Lausana.

Aquel año yo me encontraba estudiando en la Universidad Complutense de Madrid, y fui invitado a participar en Berlín. Quienes asistimos a ese Congreso recordamos algunas de sus notas distintivas: la convicción de que la actividad misionera tenía que contar con un respaldo teológico, la toma de conciencia del crecimiento acelerado del movimiento pentecostal en todo el mundo, cuyo carácter evangélico se aceptó, y la convicción de que había que buscar formas de cooperación y corregir el espíritu de competencia que dominaba la actividad misionera. Para mí en Berlín fueron decisivas las exposiciones bíblicas del pastor anglicano John Stott sobre la Gran Comisión. Destacó especialmente el texto en el Evangelio de Juan, donde Jesús había dicho “Como me envió el Padre, así también yo os envío” (Jn 21:20). Stott comentó: “Me atrevo a asegurar que aunque estas palabras representan la forma más simple de la gran comisión, son al mismo tiempo las que expresan mayor profundidad, las que nos redarguyen más poderosamente y también, por desgracia, las más olvidadas.” Así se resaltó no sólo un imperativo, sino también un modelo: misión a la manera de Jesús. Eso ponía el listón muy alto y obligaba a una revisión de los conceptos de “cruzada” y “conquista” que por entonces muchos evangélicos entusiastas usaban.

La revista Pensamiento Cristiano de Argentina publicó el texto de las exposiciones de Stott y luego José Grau las publicó como libro en 1973. Después de Berlín vinieron una serie de Congresos regionales en los cuales fue desarrollándose una visión renovada de la misión. Y así llegamos al Congreso de Lausana 1974 que derivó en ese movimiento que ha perdurado hasta hoy. ¿Por qué este movimiento ha conseguido perdurar? Propongo aquí cuatro claves que me han llamado la atención.

Un punto de partida entusiasta pero humilde

En el Congreso de Lausana hubo una atmósfera de entusiasmo por la tarea evangelizadora y de propuestas para avanzar en ella, pero también de realismo y hasta cierto punto de humildad, la cual no solía ser frecuente en el mundo de los ejecutivos de organizaciones evangélicas, particularmente en el mundo anglosajón. Repasando el Pacto de Lausana me han sorprendido de nuevo las varias notas de autocrítica y arrepentimiento que lo matizan. No hay espacio ni tiempo para todas pero cito aquí algunas:

Dice la Introducción del Pacto “Impulsados al arrepentimiento por nuestros fracasos, y desafiados por la inconclusa tarea de la evangelización, nos sentimos profundamente conmovidos por las cosas que Dios está haciendo en nuestros días.” Tuve el privilegio de ser parte del comité que redactó el Pacto y todavía recuerdo que había participantes que no querían que hubiera referencia a “nuestros fracasos”. Hubo también debate sobre el párrafo 1 que al final afirmaba: “Confesamos con vergüenza que a menudo hemos negado nuestro llamamiento y fallado en nuestra misión, conformándonos al mundo o separándonos de él.”

La nota de humildad que hace posible la autocrítica misionera aparece también en aspectos específicos como los referidos a la cultura, la falta de cooperación o el acomodamiento del mensaje. Así en el párrafo 10 se afirma: “Las misiones, con mucha frecuencia, han exportado una cultura extraña junto con el Evangelio, y las iglesias han estado más esclavizadas a la cultura que sometidas a las Escrituras.” En el párrafo 7 se admite: “Confesamos que nuestro testimonio ha estado a veces marcado por un individualismo pecaminoso y una duplicación innecesaria.” Luego en el párrafo 12: “Reconocemos que nosotros mismos no estamos inmunes a la mundanalidad en el pensamiento y en la acción, es decir, a una contemporización con el secularismo… en el deseo de asegurar una respuesta al evangelio, hemos acomodado nuestro mensaje, hemos manipulado a nuestros oyentes por medio de técnicas de presión y nos hemos preocupado demasiado de las estadísticas y hasta hemos sido deshonestos en el uso que hemos hecho de ellas. Todo esto es mundanal.”

Un propósito desprovisto de voluntad de poder eclesiástico

Lausana es un movimiento, no una institución. El genio de los organizadores fue el de convocar a personas de todo el mundo que tuvieran vocación evangelizadora, sin importar su afiliación denominacional, ni su posición en una jerarquía eclesiástica. El evangelicalismo de los organizadores era teológicamente articulado, y al mismo tiempo abierto y realista, sabiendo que el Protestantismo mundial está dividido en sectores muy diversos. Se puede decir de los auspiciadores y organizadores como Billy Graham, John Stott, Leighton Ford, el Obispo Jack Dain, el evangelista Paul Little, para mencionar a unos pocos, que tenían al mismo tiempo convicción evangélica y apertura por encima de criterios denominacionales o institucionales estrechos.

Tuve el privilegio de participar en la Comisión de programa y fui testigo de intentos de descalificación de algunos participantes y expositores por personas cuyo evangelicalismo era más bien cerrado, aislacionista y separatista, es decir de talante más cercano al fundamentalismo: “Si participa fulano, yo me salgo”. El genio de Lausana fue conseguir un consenso teológico amplio que está bien expresado en el Pacto.

Otro factor importante es que Lausana no amenaza a nadie. No es un grupo de poder interesado en la política institucional eclesiástica. No se arroga la representatividad de mayorías de iglesias o personas. Busca sobre todo el consenso y la cooperación en lo que concierne a la evangelización y la acción misionera, el estímulo mutuo y el apoyo efectivo.

Un redescubrimiento de la misión integral

Como es bien sabido, en Lausana 1974 la ponencia de René Padilla y la de este servidor causaron mucha polémica. En el caso de René porque partiendo del propio contenido del Evangelio hacía una crítica severa a la equiparación entre evangelio y cultura estadounidense o “American way of life” y proponía un regreso al contenido bíblico de la buena nueva del Evangelio. En mi caso porque proponía que en el proceso evangelizador se tomase en serio la búsqueda humana de libertad, justicia y realización.

En el proceso de congresos regionales que siguieron a Berlín 1966, en Europa, Asia, África y América Latina se había empezado a redescubrir la importancia de la dimensión social del Evangelio, con sentido de urgencia. Eso explica la receptividad que encontraron las ponencias de Padilla y la mía. Hubo presiones de sectores muy conservadores, principalmente de Estados Unidos, que querían que la misión se definiese principalmente como comunicación verbal del Evangelio a fin de obtener un rápido crecimiento numérico. Pero prevalecieron las voces que en los países y ambientes más diversos habían visto la necesidad de practicar una evangelización integral, a la manera de Jesús, con una presencia transformadora de la iglesia que respaldase la comunicación verbal del Evangelio.

El consenso está muy bien expresado en el párrafo 5 del Pacto de Lausana acerca de la responsabilidad social, en el cual se afirma entre otras cosas: “Expresamos además nuestro arrepentimiento, tanto por nuestra negligencia, como por haber concebido, a veces, la evangelización y la preocupación social como cosas que se excluyen mutuamente… Aunque la reconciliación con el hombre no es lo mismo que la reconciliación con Dios, ni el compromiso social es lo mismo que la evangelización, ni la liberación política es lo mismo que la salvación, no obstante afirmamos que la evangelización y la acción social y política son parte de nuestro deber cristiano. Ambas son expresiones necesarias de nuestra doctrina de Dios y del hombre, de nuestro amor al prójimo y de nuestra obediencia a Jesucristo. El mensaje de la salvación implica también un mensaje de juicio a toda forma de alienación, opresión y discriminación, y no debemos temer el denunciar el mal y la injusticia dondequiera que existan.”

Un renovado sentido de urgencia

El párrafo 9 del Pacto expresa bien la toma de conciencia del desafío misionero que teníamos por delante, y que iba acompañada de un reconocimiento de culpa: “Más de 2700 millones de personas, es decir, más de las dos terceras partes de la humanidad, no han sido evangelizadas todavía. Nos avergonzamos de que tantas personas hayan sido descuidadas; esto es un continuo reproche para nosotros y para toda la iglesia.” Aquí la mirada se dirigió al futuro con una agenda ambiciosa: “Hoy, sin embargo, hay muchas partes del mundo en que hay una receptividad sin precedentes frente al Señor Jesucristo. Estamos convencidos, de que es el momento en que las iglesias y las agencias para-eclesiásticas oren fervientemente, por la salvación de los inconversos, e inicien nuevos esfuerzos para realizar la evangelización del mundo.”

La agenda incluía la sugerencia de cambios de estrategia. En aquella década de 1970 había surgido, especialmente en África, el pedido de una “moratoria” en el envío de misioneros. El Pacto lo reconoce de esta manera: “Una reducción del número de misioneros y de fondos procedentes del exterior, puede ser a veces necesaria para facilitar, en un país evangelizado, el crecimiento de una iglesia nacional que tenga confianza en si misma, y para desplazar recursos a otras áreas no evangelizadas.” Luego reconociendo también la presencia creciente de misioneros de las iglesias jóvenes de Asia, África y América Latina, el Pacto propone: “Debe haber un libre intercambio de misioneros, de todos los continentes a todos los continentes, en un espíritu de servicio humilde. La meta debe ser, por todos los medios disponibles y en el más corto plazo posible, que toda persona tenga la oportunidad de escuchar, entender y recibir la Buena Nueva.”

Este renovado sentido de urgencia lleva a proponer un nuevo estilo de vida en unas líneas del Pacto que fueron muy debatidas antes de llegar al texto final. “No podemos esperar alcanzar esta meta sin sacrificio. Todos nos sentimos sacudidos por la pobreza de millones de personas y perturbados por las injusticias que la causan.” Varios líderes que tenían acceso al comité de redacción del Pacto insistían en que dejásemos fuera la expresión “perturbados por las injusticias que la causan.” Para ellos estaba bien que se hablase de la pobreza pero no que se la relacionase con la injusticia. El párrafo termina con una propuesta de cambio: “Los que vivimos en situaciones de riqueza aceptamos nuestro deber de desarrollar un estilo de vida simple a fin de contribuir más generosamente tanto a la ayuda material como a la evangelización.”

La idea de adopción de un estilo de vida sencillo fue también objeto de debate. Una dama muy importante, de cuyo nombre no quiero acordarme, comentó que estaba bien que un solterón como John Stott adoptase un estilo de vida sencillo pero que era inadmisible que se lo quisiese imponer a los demás. Somos muchos los que agradecemos el ejemplo de Stott que de manera explícita adoptó un estilo de vida sencillo. Así por ejemplo, todas las regalías que recibía por sus libros fueron destinados a un fondo para la producción de literatura cristiana y la formación de evangelistas y predicadores en países pobres.

Creo que si el movimiento de Lausana permanece guiado y motivado por estos principios que he destacado tiene futuro en el mundo y también en España. Porque estamos en tiempo de misión.

 

Samuel Escobar 2014

ftl-c

La Fraternidad Teológica Latinoamericana, como movimiento evangélico cuya visión es que la iglesia latinoamericana fermente todas las áreas de la vida de nuestros pueblos como agentes del Reino de Dios y su justicia, recuerda y repudia los actos de injusticia y maldad cometidos el 26 de septiembre pasado, donde desaparecieron 43 estudiantes normalistas del poblado de Ayotzinapa, estado de Guerrero en México. Estos jóvenes fueron atacados por la policía local mientras ejercían su legítimo derecho a la protesta y a la manifestación, para luego ser entregados al grupo Guerreros Unidos, una organización criminal del estado de Guerrero, por órdenes expresas del ex-Alcalde del municipio de Iguala, José Luis Abarca. Hasta el momento, sus cuerpos no han sido localizados, y en su búsqueda se han encontrado diversas fosas clandestinas que han puesto al descubierto la magnitud de un problema estructural que evidencia la violencia institucional ejercida en México.

Estos actos, que deben ser comprendidos como crímenes de lesa humanidad y desaparición forzada de personas, comprometen a las autoridades ejecutivas y judiciales del Estado Mexicano.

El impacto internacional que ha tenido este caso exige no solo un acto de solidaridad, como la que ya se ha manifestado a escala nacional e internacional nunca antes vista en México, sino también un gesto de profunda reflexión y compromiso por parte de los y las creyentes de todas las Iglesias y movimientos cristianos, ya que este lamentable caso no es un hecho aislado en la historia reciente de los países latinoamericanos.

La redención de la dolida nación mexicana no admite postergación. Ante nosotros tenemos el kairós, el tiempo oportuno, el punto de quiebre cuando se define la dirección a tomar en la encrucijada por la que México está transitando, al igual que otros países latinoamericanos y caribeños. Por lo tanto, oramos y luchamos para redimir las estructuras opresivas, liberar de todo lo que maniata la vida digna de la ciudadanía, y hacerlo por vías no violentas, de la paz y la justicia.

Por esto, como movimiento cristiano-evangélico continental: 

  1. Nos solidarizamos con los familiares de los desaparecidos que con desesperación buscan a sus hijos, exigiendo que las autoridades mexicanas cumplan con su responsabilidad y actúen con prontitud, eficacia y total transparencia.
  1. Nos comprometemos al ejercicio de compasión que internaliza el profundo dolor de los padres y madres de los estudiantes, entendiendo que esto debe marcar un antes y un después en varias esferas, entre ellas, de la justicia.
  1. Hacemos un llamado a todos los y las creyentes, iglesias, organizaciones, instituciones educativas y núcleos locales informarse sobre la situación, difundir lo que sucede, orar al respecto, movilizarse como voz profética en sus comunidades y reflexionar bíblica y teológicamente sobre las implicancias del caso para todos los contextos latinoamericanos.

fotonoticia_20141022234037_644

Descarga Pronunciamiento FTL en PDF

 

 

 

LOGO2-banner-01En vista que los contextos van cambiando –desde el funcionamiento y pertinencia de los núcleos hasta las demandas por parte de las iglesias locales, de los contextos socio-culturales y de los espacios académicos- la Fraternidad Teológica Latinoamericana, lanza una nueva modalidad de participación y trabajo conjunto: los Grupos Temáticos.

Los GTs se focalizarán en la reflexión y producción en torno a una temática específica y estarán conformados por especialistas en el campo académico, práctico y operativo. La finalidad será la de proyectar y enriquecer las dinámicas de funcionamiento actuales en la iglesia y la sociedad.

Con esto, la Fraternidad Teológica Latinoamericana (FTL) amplía sus campos de acción y ministerio, los cuales ya no tendrán fronteras geográficas, pues en gran parte se apoyarán de los medios de comunicación online. Cabe destacar que seguirán activos los núcleos locales como espacios de reflexión teológica vinculados a la vida de cada creyente, siempre en diálogo con las iglesias locales y los centros de estudio y producción teológica y académica en general. Los GTs serán otra forma de participar activamente con la FTL.

Los objetivos de los Grupos Temáticos son:

  • Construir una nueva instancia de reflexión y producción en el seno de la FTL.
  • Habilitar espacios alternativos de participación para nuevos miembros.
  • Profundizar la reflexión y producción en torno a temáticas pertinentes a la identidad de la FTL.
  • Enriquecer el trabajo con los núcleos e iglesias locales.
  • Fomentar la producción académica, artística, literaria y científica a través de la convocatoria de profesionales y especialistas.
  • Facilitar la publicación y difusión de la producción de los GT.

Se pretende que las vocaciones e intereses a lo largo y ancho del continente americano –e incluso, en otras latitudes- se agrupen sin importar las fronteras. Por el momento, la FTL tiene disponibles nueve Grupos Temáticos activos:

  1. Inmigración.
  2. Niñez y Juventudes.
  3. Religión, Política e Incidencia Pública.
  4. Educación.
  5. Convivencia ecológica.
  6. Género y sexualidad.
  7. Pastoral latinoamericana.
  8. Psicología y espiritualidad.
  9. Historia.

De la misma manera, se espera que cada vez se añadan más GTs conforme las y los miembros activas/os de la FTL se vayan organizando y reuniendo de acuerdo a sus intereses y áreas de especialidad.

A las personas interesadas en conocer más sobre esta modalidad, se les invita a visitar la sección Grupos Temáticos en la página web de la Fraternidad Teológica Latinoamericana.

DESCRIPCION-GTs-01

ftl-c

Introducción: La Fraternidad Teológica Latinoamericana está cerca de cumplir 45 años como movimiento latinoamericano que incluye miembros de sus pueblos originarios. Frente a la necesidad sentida de redefinir la identidad de la FTL y proyectar su cauce futuro, nos reunimos en San Rafael de Heredia, Costa Rica (22– 24 de septiembre de 2014), unos treinta y cuatro hombres y mujeres de distintas generaciones, representantes de todas las regiones. Reconocemos la obra del Señor Dios trino tanto en la fundación de la FTL como en su trayectoria, y proclamamos nuestra dependencia del Espíritu Santo al elaborar una visión para nuestro porvenir. Con corazones obedientes y siempre agradecidos al Dios Creador y Sustentador de la vida, declaramos que somos parte de un movimiento evangélico para colaborar con el Espíritu Santo en la realización de la misión que tenemos como discípulos de Jesucristo (Lc 4.17-21; Mt 28.18-20; Jn 20.21).

-Identidad: reconocemos que nuestra identidad como FTL es un legado activo en proceso de desarrollo constante. La identidad también se vivencia en la calidez de las amistades que nos unen como fraternidad. Somos evangélicas y evangélicos, comprometidos con el evangelio de Jesucristo, una familia acogedora, que involucra y valora el aporte de toda índole de persona: de todas las edades, de cualquier género, de cualquier trasfondo y acercamiento teológico.

-Bases bíblicas: como seguidores y seguidoras de Jesús, confesamos que en las Escrituras conocemos la Palabra de Dios. Por ende, nos comprometemos nuevamente a que una mirada bíblica exegética teológica forme la base de nuestras consultas, reuniones y producción literaria.

-Diálogo intergeneracional: damos gracias a Dios por la generación fundadora de la FTL que respondió bíblica y teológicamente a los retos de su tiempo. Inspiradas por su fiel ejemplo, las generaciones actuales nos comprometemos a hacer lecturas de los retos de nuestros contextos y a construir respuestas bíblicas y acciones transformadoras correspondientes. Confesamos que las distintas generaciones confluyentes en la FTL debemos valorarnos las unas a las otras, escucharnos y aceptar que, como lo enseñó Jesús, las y los discípulos sabios sacan de sus tesoros cosas viejas y cosas nuevas (Mt 13.52).

-Iglesia local: como FTL, reafirmamos nuestro compromiso con la iglesia local. Como integrantes de comunidades de fe específicas, contribuimos mediante la reflexión bíblica contextual y nuestra encarnación del evangelio en cada aspecto de la vida. Nuestra participación esperanzada y paciente incluye escuchar, crear conciencia, servir y aprender para fortalecer a la iglesia misma y a las redes e instituciones que fomentan su misión. Reafirmamos que la iglesia tiene o debe tener una voz profética en medio de la violencia y la violación a los derechos humanos, ya que esta es una dimensión de la misión que Jesús nos dejó.

-Indigenidad: las iglesias evangélicas del continente están fuertemente enraizadas en nuestras tierras en todos los ámbitos, tanto rurales como urbanos. Entre los pueblos originarios las iglesias están mostrando una gran vitalidad no solamente en crecimiento numérico sino en la forja de su propia teología. Como FTL tenemos una identidad mayoritariamente mestiza, ya sea de ascendencia o culturalmente, y confesamos la histórica falta de reconocimiento de las teologías evangélicas indígenas en nuestra trayectoria. A la luz de esto, nos proponemos seguir abriendo espacios de reflexión teológica para las voces que están dialogando e interactuando con Dios desde, entre y con espiritualidades indígenas.

-Espacio público: las iglesias son comunidades que construyen ciudadanía consciente e inconscientemente. Como FTL nos comprometemos a acompañar a las iglesias en la construcción de ciudadanos y ciudadanas que incidan en lo público con los valores del reino de Dios.

-Comunicación: para comunicar quiénes somos y qué hacemos como FTL, y mano a mano con nuestra participación en comunidades de fe específicas, reafirmamos nuestra decisión de auspiciar consultas, publicar materiales y reunirnos en grupos pequeños, sean núcleos locales o grupos temáticos. Reconocemos la importancia que ha tenido la producción literaria en la historia de la FTL y reafirmamos nuestro compromiso con investigar, escribir, y publicar reflexiones teologicas, bíblicas y contextuales, incluyendo expresiones artísticas.

agradecemos el diálogo, la fraternidad y la esperanza que compartimos en este reencuentro. Salimos con enlaces amistosos renovados y compromisos fortalecidos con nuestra misión como FTL y como discípulas y discípulos fieles a Jesucristo.

FTL – Afirmación de Heredia 2014

DSC00659El pasado martes 23 de septiembre, la Universidad Bíblica Latinoamericana (UBL) y la Fraternidad Teológica Latinoamericana (FTL), llevaron a cabo la Mesa Panel: “Formación Bíblico-Teológica y Virtualidad: Desafíos y Oportunidades”, en las instalaciones de la UBL, en San Pedro Montes de Oca, en San José, Costa Rica. (más…)

La FTL Continental en conjunto con la Universidad Bíblica Latinoamericana, en San José, Costa Rica, realizará una Mesa Panel con el tema: “Formación bíblico-teológica y virtualidad: Desafíos y Oportunidades”.

Este encuentro en el que participarán instituciones de educación bíblico-teológica de Costa Rica y las representadas en la Fraternidad Teológica Latinoamericana que estarán participando en su Consulta Continental, tiene el propósito de generar un espacio para la confraternidad y el compartir de experiencias educativas con esta nueva modalidad.

Las ponencias serán presentadas por:

Juan José Barreda Toscano, Coordinador de Publicaciones de FTL y Director de la escuela de exégesis bíblica “Bíblica Virtual”.

Elisabeth Cook, Decana de la Universidad Bíblica Latinoamericana.

Nicolás Panotto, Coordinador de Servicios Pedagógicos y Teológicos y Director de Grupo GEMRIP.

Fecha: Martes, 23 de septiembre
Hora: 6 a 9 p.m.
Lugar: Universidad Bíblica
Latinoamericana

PDF-Afiche de invitación

INVITACIÓN2